O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na manhã deste sábado (16/03), durante evento na Fundação Getúlio Vargas (FGV), que o governo não pretende realizar concursos públicos nos próximos anos. Mesmo com a previsão de aposentadoria de muitos servidores (quase a metade do funcionalismo, segundo o ministro), o Palácio do Planalto apostará em avanços tecnológicos e na digitalização de serviços para reduzir o número de servidores.

“Cerca de 40% a 50% do funcionalismo federal irá se aposentar nos próximos anos e a ideia é não contratar pessoas para repor. Vamos investir na digitalização”, afirmou Guedes. Segundo ele, a intenção do governo é modernizar alguns serviços públicos e economizar com gastos na folha de pagamentos.

O ministro cobrou apoio dos estados e municípios para aprovar a reforma da Previdência no Congresso. Ele avaliou que a recuperação econômica do país dependerá da aprovação de medidas efetivas. Além da Previdência, citou a revisão do pacto federativo, dizendo que as dificuldades financeiras enfrentadas pelos prefeitos e governadores só pode ser ajudada pelo governo federal com apoio em mudanças estruturais na economia nacional. “Me ajuda a fazer a reforma, que o dinheiro cai naturalmente”, prometeu.

Ao listar as prioridades do governo, Guedes ressaltou a privatização de empresas estatais e a venda de ativos públicos, como imóveis, para abater a dívida pública e reduzir despesas com o segundo maior gasto das contas públicas, aqueles referentes aos juros. A vontade da equipe econômica, disse ele, seria tomar várias medidas e fazer as reformas “ao mesmo tempo”. No campo tributário, por exemplo, a ideia é fazer uma simplificação geral, juntando impostos federais indiretos num só. “Já existe a ideia de um imposto único federal”, afirmou Guedes.

“Vamos atacar as prioridades. A primeira dela é a Previdência. O segundo maior gasto são os juros da dívida”, disse o ministro na palestra. Para tirar as privatizações do papel, Guedes lembrou que nomeou o empresário Salim Mattar como secretário especial. “Eu trouxe Salim Mattar, com apetite enorme, doido para privatizar o máximo possível, doido para passar a faca”, afirmou.

Segundo Guedes, os ativos da União, incluindo as principais empresas estatais, incluindo as não listadas em Bolsa, e somando imóveis, poderiam render R$ 1,2 trilhão para os cofres públicos. “No final vai a (privatização da) Petrobras também, vai o Banco do Brasil, tem que ir tudo”, afirmou.

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