Resultado de imagem para parede de barragem em mina

Moradores de Barão de Cocais, na região central de Minas Gerais, estão vivendo sob tensão. A parede de uma mina pode ceder a qualquer momento e servir de gatilho para o rompimento de mais uma barragem da Vale no estado.

Os carros da Defesa Civil com sirene estão espalhados em pontos estratégicos de Barão de Cocais. Funcionários da prefeitura pintaram de laranja os trechos onde os rejeitos podem chegar em caso de rompimento da barragem da Vale.

Várias placas indicam as rotas de fuga que levam a sete pontos considerados seguros. Os moradores da área urbana participaram de dois simulados de emergência para o caso de rompimento. O último foi no fim de semana.

Em uma sala, a equipe da Defesa Civil acompanha, 24 horas por dia, as imagens enviadas pela Vale, de dezenas de câmeras instaladas em toda a área da mina e da barragem.

A comerciante Liliane Ferreira diz que deixou de comprar roupa para revender. A loja dela é vizinha do trecho onde a lama deve passar: “Todo dia a gente fica com esse medo, a gente não dorme direito. Tem minha loja aqui. Eu já tirei tudo daqui. Moro lá em cima, já levei tudo para lá”.

A preocupação de todo mundo é com um pedaço de paredão, chamado de talude, na face Norte da cava. Ele fica na área de mineração que está desativada. O talude está se movimentando e pode desabar dentro da cava, que está cheia d’água. Dependendo do tamanho da rocha, pode haver um abalo na área até chegar à barragem Sul superior, que fica a 1,5 km de distância.

O tremor pode ser o que os especialistas chamam de gatilho para o rompimento da barragem. A avalanche de rejeitos cobriria os distritos que ficam na parte baixa da montanha. Socorro seria o primeiro a ser coberto.

A Secretaria de Meio Ambiente de Minas declarou que uma consultoria contratada pela Vale afirmou que o risco de rompimento da barragem é de 10% a 15% com o desmoronamento do talude.

“O consultor dessa auditoria independente, que é uma empresa, inclusive, estrangeira, registrou que essa chance é de uma em dez ou uma em oito, o que daria de 10 a 15% de probabilidade. Mas, mesmo assim, nós lidamos com algo ainda imponderável. Foi por isso que foi importante o registro aqui, da Defesa Civil, dos simulados, do treinamento e de seguir os protocolos”, declarou o secretário estadual de Meio Ambiente, Germano Vieira.

Mas, segundo a Vale, não há estudos técnicos que indiquem que a queda do talude poderia provocar o rompimento da barragem. “A gente não pode garantir esse percentual. A gente ainda não sabe se, de fato, essa vibração vai gerar algum efeito na barragem ou não. A gente parte do princípio que o talude vai cair, vai ser contido na cava, e a gente ainda não tem como saber qual o efeito disso na nossa barragem”, disse Marcelo Barros, diretor de Operações da Vale.

Todas as pessoas que viviam nos distritos, na área rural de Barão de Cocais, já foram retiradas de casa em fevereiro. Não há mais ninguém na região.

Um trecho que é um dos acessos ao complexo minerário de Gongo Soco e aos distritos que ficam na parte baixa da região é o limite para todo mundo. A barreira é para impedir a passagem de carros e pedestres porque, no caso do rompimento da barragem, este vai ser um dos primeiros locais atingidos pela lama.

Ao longo da estradinha de terra, sítios estão abandonados. Movimento só de caminhões transportando equipamentos para as obras de contenção.

A Vale está instalando telas para reduzir a velocidade da lama, fazendo escavações para ampliar a área que vai receber o rejeito, e construindo um muro para impedir a passagem do material.

O aposentado Hélio da Silva Lima e dona Maria Aparecida tratam a horta com carinho e não sabem o que fazer se tiverem que sair do local: “Esse lugar é primordial para mim, é a minha vida, vamos dizer assim. É a minha vida porque, eu sem isso aqui, o que eu vou fazer?”. (G1/Jornal Nacional)

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