A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira uma nova operação para desarticular o braço financeiro responsável pela lavagem de dinheiro de uma das principais facções criminosas que controla a venda de drogas e armas de dentro dos presídios. A Caixa Forte, como foi batizada a ação, é a segunda do tipo esta semana: na terça-feira, outra operação mirou a “tesouraria” do grupo.

Segundo a PF, pelo menos 34 pessoas já foram presas e um fuzil foi apreendido em Curitiba. Ao todo, foram expedidos 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão e 45 mandados de bloqueio de contas bancárias, com alvos em 18 cidades dos quatro estados. Pelo menos seis dos mandados são contra pessoas que já estão presas.

A ação é desdobramento da operação da PF contra a organização criminosa nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Em curso desde fevereiro, a investigação teve acesso a planilhas contábeis da facção e descobriu depósitos mensais entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão em 418 contas bancárias.

O dinheiro era usado pelo bando para financiar crimes e manter a rede do grupo funcionando em todo o território brasileiro. Os valores cobriram desde o auxílio funeral de um integrante ao custeio de hospedagem de familiares em visitas a presídios.

De acordo com a investigação, os repasses eram originários do tráfico de drogas. A transferência entre contas bancárias era feita de forma fracionada para não acionar dispositivos de vigilância do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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