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Jornalista é barrada na Casa Branca após 'perguntas inapropriadas'

Repórter da CNN Kaitlan Collins (com o microfone na mão) durante evento na Casa Branca com o presidente americano, Donald Trump, e o premiê do Canadá, Justin Trudeau, em 13 de fevereiro (Foto: Mandel Ngan / AFP)

Uma repórter da CNN foi barrada de participar de evento na Casa Branca na quarta-feira (25) por ter feito perguntas "inapropriadas" ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Dois funcionários da Casa Branca, Bill Shine e Sarah Sanders, disseram a Kaitlan Collins que ela fez perguntas "inapropriadas" durante a reunião de Trump com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, no Salão Oval.

Ela perguntou sobre uma gravação de Trump em que ele discutia com seu ex-advogado Michael Cohen uma forma de pagar uma ex-modelo da Playboy, Karen McDougal, para manter silêncio sobre um suposto caso extraconjugal.

Sarah Sanders afirmou que a decisão foi tomada porque a jornalista gritou questões para o presidente e se recusou a deixar a sala apesar de a organização ter pedido repetidamente.

Durante o evento no Rose Garden, ao qual a jornalista não teve acesso, Trump e Juncker anunciaram diálogo sobre comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos.

"Esta decisão de proibir um integrante da imprensa é retaliação por natureza e não é indicativa de uma imprensa aberta e livre", disse a CNN.

Trump frequentemente reclama da cobertura da emissora sobre sua administração, dizendo que a considera injusta e difusora de “fake news” (notícias falsas).

Solidariedade - Olivier Knox, presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, criticou a decisão da assessoria de Trump.

"Condenamos veementemente a decisão equivocada e inadequada da Casa Branca de impedir um dos nossos membros de participar de um evento de imprensa aberto depois que ela fez perguntas que eles não gostaram", disse Knox em um comunicado, segundo a Reuters.

Os jornalistas de outras emissoras demonstraram solidariedade com a colega e estão atentos para observar se a ação da assessoria de Trump marca o início de uma nova postura ainda mais hostil em relação à imprensa.

A emissora Fox News, frequentemente elogiada por Trump, divulgou um comunicado dizendo que é solidária com a CNN “pelo direito ao acesso total de nossos jornalistas como parte de uma imprensa livre e irrestrita".

Kasie Hunt, da NBC, considerou que barrar a repórter da CNN é uma “ação tomada contra todos os jornalistas de TV que cobrem a Casa Branca”.

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